Depoimentos

Michael Mielke

Leia o que Michael Mielke, presidente da Sociedade Alemã de Qualidade da Informação pensa sobre o mercado de Qualidade da Informação no Brasil, após algumas visitas para palestras e estudos em nosso país e aproveite suas dicas de eventos e fontes internacionais.

1. Qual o cenário da Qualidade da Informação no mundo?
“Olhando o cenário da Qualidade da Informação no mundo, parece uma família, uma família pequena quando comparada com temas como Gestão da Qualidade, etc., que se reúne uma vez por ano no ICIQ – (http://mitiq.mit.edu/ICIQ/). Durante os últimos 20 anos Richard Wang, Yang Lee e outros têm liderado o desenvolvimento do tema Qualidade da Informação em uma perspectiva acadêmica. Nos últimos 10 anos todos têm acrescentado um foco advindo da indústria, com base nos resultados de pesquisa e das várias iniciativas organizacionais locais, como DGIQ. Também desenvolvemos programas educacionais como o Certified Information Quality Professional (CIQP) oferecidos pela DGIQ / MIT TDQM ou o Programa de Mestrado e doutores em UALR – (http://ualr.edu/). O último resultado do cenário da QI é a primeira versão de” Gestão Standard da Qualidade da Informação" emitida pela DGIQ e pelo Instituto Europeu para a qualidade dos dados e da informação este ano”.

2. Quais países e setores econômicos estão avançados em Qualidade da Informação?
“Esta pergunta é muito difícil de responder olhando para todos os países, mas a maioria das empresas dentro dos segmentos financeiro, telecomunicações e setor de comercialização se localizam nos Estados Unidos, Alemanha, Suíça e Áustria. Temos também projetos na Irlanda, no Reino Unido, no Canadá e alguns na Ásia e Austrália. E, é claro, no Brasil. Parece ser que os Projetos de QI estão por todo o mundo. O segmento da saúde militar está investindo muito em qualidade de informação durante a última década e algumas indústrias de produtos químicos e automotivos estão começando. Devido às abordagens e tecnologias nós temos realmente dois fatores-chave que estreitam esta colaboração: Programa TDQM do MIT e os europeus se organizado basicamente pelo DGIQ.”

3. Qual a sua expectativa sobre a Qualidade da Informação no Brasil?
“O Brasil é uma das economias mais importantes da América do Sul, com indicadores de crescimento econômico, por exemplo, que exemplificam de forma impressionante. Baseado nestes números eu percebi nos últimos anos, em apoio a eventos QI, conferências e palestras por aqui que “sul-americanos” têm uma capacidade de se impor muito maior se comparado com países da “velha economia”. “Os sul-americanos” buscam novas tecnologias, temas e abordagens mais rapidamente e analisam de forma mais sustentável se essas novas tecnologias podem aumentar a sua eficiência. As empresas são mais abertas e mais rapidamente decidem do que países da `velha economia”. Tanto o Brasil, como também seus vizinhos menores, como Chile e Argentina estão entendendo o tema da Qualidade da Informação. Especialmente o Brasil tem a oportunidade de se tornar um líder no assunto na América do Sul e com a colaboração de organizações, tais como DGIQ, podemos conduzir o assunto no futuro.”

4. Qual é a importância de uma sociedade como QIBRAS?
“A QIBRAS se tornará o centro de todas as iniciativas relacionadas com a QI, em eventos, pesquisas e educação, como a Sociedade Alemã de Qualidade dos Dados e da Informação tornou-se para a Alemanha e outros países da Europa. É muito importante para o desenvolvimento e para o progresso que alguma organização independente como QIBRAS no Brasil, assuma a liderança. A QIBRAS como uma organização vai garantir o foco da indústria inter-organizacional. Ela pode se organizar e conduzir grupos que vão transferir as melhores práticas de outros países ou organizações como o MIT ou TDQM DGIQ para a cultura brasileira. O governo e a indústria geralmente querem falar para uma outra organização que representa vários partidos, em vez de falar com todos. A QIBRAS tem a oportunidade de se tornar a primeira organização a falar com segmentos relacionadas sobre a Qualidade da Informação no Brasil. Durante os últimos anos nós descobrimos na DGIQ que as empresas concorrentes no mercado de QI, que nunca tinha trocado conhecimentos ou perspectivas, são agora capazes de falar e colaborar uns com os outros dentro DGIQ e, depois de alguns anos, até mesmo “fora” da nossa organização. Hoje somos capazes de juntar as nossas forças e “cultivar” o mercado. Além de eventos como a conferência anual, IQ Awards, livros, normas, ferramentas etc., nós somos capazes de oferecer uma indústria focada em programas educacionais que temos desenvolvido em conjunto com o MIT TDQM e, agora, estamos compartilhando com outras organizações, como QIBRAS. No ano passado tivemos duas turmas para o IQ-1 aqui em São Paulo e,após a conferência, tivemos mais uma pequena em dois dias. Eu estou ansioso para ver os primeiros profissionais certificados no Brasil”.

5. Quão importante é um evento como este da 1a. Conferência Internacional, organizada pela QIBRAS?
“Na minha opinião, é muito importante. Durante os últimos quatro anos tivemos iniciativas principalmente orientadas e organizadas por parte de alguns sócios-fundadores QIBRAS, como ASSESSO, SUCES e SYSTEM MARKETING CONSULTING. Todos esses eventos foram bem sucedidos e têm mostrado a necessidade de algo maior, algo como QIBRAS. Falando como presidente da Sociedade Alemã de Qualidade dos Dados e das Informações (dqiq eV) estou muito feliz em ver, que agora temos um colega aqui no Brasil e nós podemos começar a compartilhar conhecimentos. Durante a conferência QIBRAS a DGIQ decidiu tornar-se membro da organização”.

“Estou muito feliz em dar um depoimento para vocês. A 1a Conferência QIBRAS, ano 2010, foi uma das melhores conferências QI que eu tive a oportunidade de participar. Este foi um começo perfeito para a QIBRAS e mais de 330 pessoas manifestaram interesse no assunto. Eu tive várias discussões durante os coffee-breaks e na semana seguinte tivemos a dois dias de IQ-Workshop com mais de 20 pessoas de diversas organizações. Estou muito animado sobre os próximos eventos que acontecerão no Brasil.”